A fonte do Todo é imutável na sua produção de mudanças.
Enquanto consciência, todos fazemos parte dela pois somos sua composição e sua produção.
Somos sua composição porque tudo o que há compôs, antes, a fonte que possibilitou a sua existência. E somos sua produção porque, a partir de um instante, emergimos desse todo enquanto consciência individual, tal como uma gota emerge do oceano.
Neste momento, somos produção, criação. Ao emergimos, carregamos toda a Fonte conosco, como um fractal, temos todo o potencial de criação, somos como células embrionárias desse Todo que usamos chamar de Universo ou Deus; células essas que ainda não se especializaram em órgãos.
Somos, por isso, todos iguais. A partir das experiências que vamos vivendo enquanto consciências singulares, vamos criando e traçando nosso caminho, nossa jornada cósmica.
Tal qual as células embrionárias do corpo, nós vamos nos especializando e junto com as outras consciências podemos criar livremente, compondo o Universo com criatividade.
Sobre o Blog
O Tao, o Zen, Deus (as coisas sobre as quais mais vamos tratar neste espaço) é/são simples. É a maior simplicidade. É a mais pura ignorância (ignorância na forma que a conhecemos).
Com uma linguagem e um pensamento muito elaborado jamais o/os alcançaremos. Aliás, jamais os alcançaremos com a linguagem.
É a mais pura experiência. Inacessível ao ser humano enquanto a experiência passar/for filtrada pela linguagem.
Como os textos vão carregar um pensamento desenvolvido (ou seja, ignorante num sentido de cegar para a simplicidade), mesmo que a forma de escrita às vezes seja culta, as discussões que forem tratadas aqui não devem ser entendidas como iluminações do autor (mas podem ser também).
Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 18 de julho de 2017
sexta-feira, 22 de março de 2013
"Eu Louvo a JAH"
"Eu louvo a JAH!" (Berimbau, Olodum)
Jah e Jeovah são nomes para Deus, que é imutável em sua
eterna mutabilidade.
Nome diferente não significa somente uma questão cultural; ao
mudar o nome, muda-se a forma de se relacionar com Ele.
Por isso, Louvo a Jah, em uma vibe de Paz, Amor e harmonia;
e não a Jevoah, em sua proibição e punição severas.
Dando visibilidade ao aspecto Amor. Jah!
Imutável é a Fonte - Salve! -, mas o que a fonte gera (a
criação) é mutável, visto que a cada vez, é criada novas coisas. Mas a cada vez
que se cria uma cois diferente, a Fonte deve mudar, pela lógica. Tentando entender
como ela permanece imutável tendo que mudar, chegamos a limitação da linguagem
- compreender isso só através da experiência.
Salve a Fonte!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Deus é Ação
Fico pensando nas sensações que temos: prazer, dor, tato, espirituais.. e vou entendendo que são energias em movimento, energias passando.
Não há a dor, não como um ser. A dor não está ali, nem como ser abstrato. Há o doer. Não o nome, só o verbo.
Reter a experiência provoca frustração, angústia e pode até "estragar" o momento. Se se tenta reter o prazer para gozar por mais tempo, não se obtém uma satisfação plena; ou se tentar reter a dor para não a sentir, o sofrimento será maior. É deixar ir, deixar fluir.
Nem querer evitar a dor evitando a aversão, nem reter o prazer exercitando o desapego.
Isso me lembra de momentos em que as pessoas, ateus ou não, falam que não há um Deus, não há um ser que seja deus.
Bom, faz sentido na medida em que entendemos que Deus é ação.
"No princípio era o Verbo". Verbo se refere a ação. Ou seja, no princípio era Ação.
Deus é Ação.
Na religião de Krisna (o verbo), a Kharma Yoga (Kharma no sentido de ação e não de punição por um erro) diz da ação. O caminho pela Ação: vamos agir e entregar a Deus, como um sacrifício (sacro ofício, aprendi isso com Vitor Adrien!); sem reclamar para nós o produto da nossa ação.
No espiritismo, o livro de Kardec prega a caridade, que é explicada como ajudar o outro sem esperar nada em troca.
Deus é Amor!, e não paixão. Amor é estar aberto às experiências, sem aversão nem apego.
Paixão, de pathos (doença), é se apegar a uma experiência e entrar num processo de reproduzí-l, querer sempre ressentir e achar que só aquilo é o bom.
Deus é amor, é fluidez, é energia em trânsito; ou seja:
Deus é Ação!
Não há a dor, não como um ser. A dor não está ali, nem como ser abstrato. Há o doer. Não o nome, só o verbo.
Reter a experiência provoca frustração, angústia e pode até "estragar" o momento. Se se tenta reter o prazer para gozar por mais tempo, não se obtém uma satisfação plena; ou se tentar reter a dor para não a sentir, o sofrimento será maior. É deixar ir, deixar fluir.
Nem querer evitar a dor evitando a aversão, nem reter o prazer exercitando o desapego.
Isso me lembra de momentos em que as pessoas, ateus ou não, falam que não há um Deus, não há um ser que seja deus.
Bom, faz sentido na medida em que entendemos que Deus é ação.
"No princípio era o Verbo". Verbo se refere a ação. Ou seja, no princípio era Ação.
Deus é Ação.
Na religião de Krisna (o verbo), a Kharma Yoga (Kharma no sentido de ação e não de punição por um erro) diz da ação. O caminho pela Ação: vamos agir e entregar a Deus, como um sacrifício (sacro ofício, aprendi isso com Vitor Adrien!); sem reclamar para nós o produto da nossa ação.
No espiritismo, o livro de Kardec prega a caridade, que é explicada como ajudar o outro sem esperar nada em troca.
Deus é Amor!, e não paixão. Amor é estar aberto às experiências, sem aversão nem apego.
Paixão, de pathos (doença), é se apegar a uma experiência e entrar num processo de reproduzí-l, querer sempre ressentir e achar que só aquilo é o bom.
Deus é amor, é fluidez, é energia em trânsito; ou seja:
Deus é Ação!
Assinar:
Postagens (Atom)


